O Blog no Fim do Universo

Archive for maio \28\UTC 2009

J. J. Abrams, o mestre!

Posted by Darshany L. em 28/05/2009

J. J. Abrams recebendo um de muitos prêmios.

J. J. Abrams recebendo um de muitos prêmios.

Lost. Alias. Cloverfield. Star Trek. O que essas grandes produções têm em comum? A resposta é rápida e óbvia: J. J. Abrams. Considerado por muitos (e por mim) uma das mentes mais brilhantes do mundo televisivo e cinematográfico, Abrams é conhecido por tudo o que faz virar sucesso instantâneo.

A série norte-americana Lost, que estreou em setembro de 2004 e já está na 5ª temporada, é o maior exemplo disso. Criada por J. J. Abrams, seu episódio piloto, o mais caro já produzido na televisão americana, conseguiu transformar o seriado numa febre mundial. E o sucesso se mantém até hoje. Fringe, lançada nos Estados Unidos em setembro de 2008, promete o mesmo efeito. E, não por coincidência, foi criada e é dirigida por Abrams.

Os fenômenos não se restringem às séries para a televisão. No cinema, J. J. Abrams dirigiu Missão Impossível III e produziu Cloverfield, este último grande sucesso antes mesmo de estrear. Este ano, J. J. Abrams chega às telas de todo o mundo como diretor da nova versão de Star Trek que, como Cloverfield, estourou antes da estréia oficial. E, dizem os bons, J. J. conseguiu fazer com Star Trek o que nenhum outro filme conseguiu fazer: atingir o grande público e conquistar novos fãs. (Leia duas resenhas ótimas sobre Star Trek no site Judão, clicando aqui e acolá).

Como Abrams consegue ser tão genial é o que eu me pergunto muitas vezes, mesmo que no fundo eu já saiba. E lendo a respeito dele, eu tenho certeza: J. J. Abrams não tem medo de arriscar, seja em suas criações ou em histórias já conhecidas, como Star Trek. A série norte-americana Felicity, criada por ele, exemplifica bem como Abrams interfere nas histórias sem receio. Felicity tinha tudo para ser apenas mais um seriado romântico de adolescentes, como Dawnson’s Creek, também de sua época. Mas em diversos episódios das 4 temporadas, vê-se elementos como volta no tempo, sonhos bizarros, etc, que para quem conhece o trabalho de Abrams, percebe na hora que ali tem dedo do diretor.

Em tempo: Felicity é a minha série preferida de todos os tempos. Um dia faço um post só sobre ela.

Em tempo 2: mais sobre J. J. Abrams em breve!

Felicity, na 1ª temporada. Também criação de Abrams.

Felicity, na 1ª temporada. Também criação de Abrams.

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25 de maio: towel day!

Posted by Darshany L. em 26/05/2009

Adotando o clichê antes tarde do que nunca, ontem foi o Dia da Toalha, galëre. Para quem não entendeu (ou seja, não leu O Guia do Mochileiro das Galáxias), o Towel Day é uma homenagem a Douglas Adams, autor da saga, que faleceu em 2001 (tadinho). E, como este blog é inspirado no segundo livro (como você pode ler aqui), eu não podia deixar passar em branco.

No Guia, você encontra tudo o que um mochileiro intergaláctico precisa saber sobre a toalha:

A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon;

Pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas do rio Moth;

Pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz);

Você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro;

E naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc.

Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Em tempo: no dia 25 de maio também é celebrado o Dia do Orgulho Nerd. E, lendo o Sedentário e Hiperativo, descubro que é o mesmo dia no qual aconteceu a première do primeiro filme da série Star Wars, em 1977! Vivendo e aprendendo (um viva aos clichês, por favor).

Em tempo 2: assumo minha nerdice. A Letícia Simões, em post sobre o mesmo assunto, me impede de negar que sou nerd. Afinal, que jornalista não é?

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Casaco verde, velho e surrado.

Posted by Darshany L. em 22/05/2009

“Não dá mais pra você usar esse casaco”. Foi o que ouvi há três anos da minha mãe, eterna conhecedora do mundo. Claro que não dava, tudo que mãe diz é verdade (algumas vezes discordo), e também era muito óbvio, uma vez que se via o estado do tecido. Eu precisava deixar de lado, mas era tão difícil. “O meu casaquinho mãe…”, foi o que eu choramingava quando ela ameaçou doá-lo, no fim do ano de 2006.

Briguei tanto, que ele acabou por ficar. Dá sim um sentimento de culpa, sabendo que outra pessoa sem condição nenhuma poderia ter usado para se proteger do frio. O que é até bem hipócrita da minha parte e me faz sentir culpada por outra coisa: o fato de doarmos apenas coisas muito usadas para quem precisa, nunca doamos nada novinho e cheiroso, não é mesmo? Deixando as culpas perseguidoras de lado, o meu casaco ficou comigo para sempre. Mas tive que prometer que eu só ia usá-lo dentro de casa. Acho que minha mãe estava com vergonha e com medo de as pessoas acharem que ela não podia me dar um casaco novo. Bobeira.

Era início de abril, ano 2004, quase meu aniversário. E eu tinha, como presente, direito a comprar sei lá quantos reais em roupas, calçados, etc. O casaco, verde escuro e novíssimo, estava pendurado num cabide metálico, numa loja de departamento que não lembro o nome – provavelmente C&A. Ele estava só me esperando ali, pertinho da vitrine. Assim que eu entrei e o vi, quis comprá-lo. Primeiro, pelo prazer do consumo. E, depois, porque… bem, era mais pelo consumo mesmo. Eu fui achá-lo realmente bonito bem depois, quando cheguei em casa.

Além do verde muito bonito, o casaco tinha umas listras brancas no ombro e o número nove pintado no braço esquerdo. Era moleton mesmo, com capuz e zíper na frente. Para uma adolescente de quase 16 anos querendo imitar Avril Lavigne, ele era ideal. Eu estava doida para usá-lo, e não fazia frio nunca. Decidi usar mesmo assim, no calor. E foi exatamente dessa forma que o casaco começou a fazer parte dos melhores – e piores – momentos da minha vida.

Eu estudava no Cefetes (Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo), colégio freqüentado por todos os tipos de pessoas. Eu me inseri nisso tranqüilamente, usando meu casaco verde diariamente no calor mesmo, sem me importar. Fazia ensino médio, estava indo pro segundo ano, as aulas começariam no fim de abril. E no meio desse tempo, eu comecei o relacionamento com meu primeiro namorado. E lembro até hoje, de quando estávamos sentadinhos no corredor da escola, antes de começar a namorar, e eu com meu casaco. Ele: “Esse é o casaco que você tanto falou que comprou né?”. Eu respondi, toda orgulhosa: “Sim!”. E talvez depois ele tenha me beijado.

Acho que esse foi o primeiro momento feliz que o casaco verde presenciou. Vieram muitos outros depois, alguns tristes. Acho que se ele pudesse falar, teria muitas histórias para contar. Segredos também. Coisas não publicáveis. Ele me acompanhou na maior parte do tempo, durante mais de dois anos. Talvez por isso tenha ficado velho e surrado tão rapidamente.

E é comigo que ele estava quando eu decidi de uma vez que ia fazer Comunicação. Esteve comigo nos dois anos de cursinho pré-vestibular que eu fiz, naquelas salas geladas de um colégio meio azul demais. Já era uma época na qual minha mãe insistia para eu usar um casaco mais novo, mas eu me recusava. Se não fosse o verdinho, não tinha graça. Ás vezes fazia tanto frio na sala, que ele não era suficiente. Mas eu não ligava. Não ligava que todas aquelas meninas na sala tivessem um casaco UOT ou Zoomp – o que não adiantava muito, pois usavam um short tão curto que não há casaco que segure o frio. Eu continuaria com meu casaco verde da C&A numa boa. No fim das contas, eu passei no vestibular e elas não.

No fim de 2006, tive que aposentá-lo. O casaco verde ficou muito tempo guardado na gaveta, dobradinho. Eu não tinha coragem de olhá-lo e não poder carregá-lo na minha mochila. Depois de um tempo, superei e comecei a usá-lo dentro de casa mesmo e para dormir.

Setembro de 2007, faculdade iniciada, alguns casacos novos. Mas o verdinho não estava esquecido. Resolvi criar um blog, e o primeiro nome que veio  à mente para colocar foi casaco verde. Lembrei que em tempos cefetianos, meu amigo Pedro Crivilin me chamava de garota do casaco verde, de tanto que eu o usava. Assim, por meio de um blog, meu casaco verde ficou eternizado.

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Susan Boyle viral.

Posted by Darshany L. em 20/05/2009

Susan Boyle nada mais é (mentira, é muito mais que isso) do que a prova viva mais recente de como o Youtube revolucionou a mídia. Se não fosse por ele, eu jamais saberia da história dessa mulher sonhadora, dona de um talento incrível. É um exemplo de marketing viral, ou seja, o vídeo se espalhou de tal forma pelo mundo, que se não fosse isso talvez Susan não seria tão fenômeno assim.

Muitos já cansaram de ouvir falar dela, mas vale a pena ler em De carne e osso o que a Letícia Simões escreveu sobre Susan. Emocionante!

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Troca de livros pela internet.

Posted by Darshany L. em 19/05/2009

O Minhas Melodias, da Flávia Martinelli, indicou um site muito bacana no qual você pode trocar livros com outros usuários. É só fazer o cadastro, e listar os livros que você possui e quer trocar com alguém. Eu já me cadastrei!

Em seu último post, a Flávia reforçou a garantia do site e colocou uma foto com três livros que ela já recebeu em casa (incluindo O Diabo Veste Prada, o qual sou LOUCA para ler – só assisti ao filme). Super cômodo não? O texto dela que explica como entrar no site e se cadastrar, você pode ler AQUI.

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Anjos e Demônios: eu quero veeerrr!

Posted by Darshany L. em 18/05/2009

Caramba, um monte de filme bacana estreando e eu sem ir assistir… Um deles é Anjos e Demônios. Li no Contraditorium uma resenha bem bacana que só me fez ficar com mais vontade de correr para o cinema.

Anjos e Demônios conta outra aventura de Robert Langdon, mesmo personagem de O Código DaVinci. E, na minha opinião, é mil vezes melhor – bem, pelo menos o livro eu achei. Leiam AQUI a resenha do Contraditorium, é super divertida.

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J. J. Abrams, o mestre.

Posted by Darshany L. em 15/05/2009

Pesquisando para fazer um texto especial sobre o J. J. Abrams (que ficará mais para a frente), achei um post bem antigo, de 2008 ainda, no blog Brainstorm 9. O post fala sobre o segredo de J. J. Abrams para tudo o que faz virar sucesso. Abrams é criador da série americana Lost e diretor de Star Trek, nova versão de Jornada nas Estrelas.

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