O Blog no Fim do Universo

Archive for the ‘resenha’ Category

Bon Appetit!

Posted by Darshany L. em 25/02/2010

Excelente. É essa a sensação que Julie & Julia passa quando já está nos créditos finais: de ser um filme excelente. “Não acaba não, por favor!” é o que dá vontade de pedir.

Meryl Streep como Julia Child

Nos papéis principais temos Meryl Streep como Julia Child, indicada ao Oscar mais uma vez,  e Amy Adams como Julie Powell. A vida de Julia se passa na França dos anos 40, onde mora com o marido Paul (interpretado por Stanley Tucci) e quando decide se matricular em um curso de culinária para ocupar o seu tempo. Para Julia é um desafio, pois só há homens matriculados e todos parecem não respeitar o fato de uma mulher desejar ser uma profissional na área. Mas isso não impede que ela tire o seu diploma, de modo que a sua trajetória na arte culinária resulta no livro Mastering the Art of French Cooking, que leva as delícias da comida francesa às donas de casa americanas.

Amy Adams no papel de Julie Powell

Já Julie Powell é uma jornalista nos anos 2000, decepcionada com seu emprego de secretária e que sonha em ser reconhecida como escritora. Para tentar sair da monotonia e dar uma repaginada na sua vida, resolve fazer todas as 524 receitas do Mastering the Art of French Cooking em 365 dias. Apoiada pelo marido Eric (personagem de Chris Messina), Julie cria um blog no qual narra suas experiências na cozinha. Os posts vão além da culinária, e ela passa a dividir com seus leitores momentos de sua vida enquanto tenta cumprir o prazo, o que leva seu blog a ser um sucesso.

À primeira vista, parece um filme simples, sem grandes surpresas. Mas a magia vem pelo fato de serem duas histórias reais, contadas ao mesmo tempo. O roteiro acertou em cheio ao montar o filme entrelaçando a vida de Julie com a de Julia. Mesmo em épocas diferentes, podemos ver semelhanças entre as duas, como a persistência em busca de um objetivo. As atuações estão ótimas, destaque claro para Meryl Streep como uma grandalhona de voz engraçada. Amy Adams também acerta com a doce Julie, que nos proporciona momentos de muitas risadas com seus pequenos surtos.

A direção ficou por conta de Nora Ephron, e arrisco dizer que foi sua mais brilhante até então. O longa consegue prender o espectador, como se duas horas de filme tivessem passado rápido demais. Afinal, temos que nos preocupar em torcer para duas heroínas.

Trailer:

Curiosidade: o blog da Julie mostrado no filme é igual ao real. Para ver, é só clicar aqui. O atual blog da escritora é esse daqui.

Julie & Julia (2009, 123 min) está em cartaz nos cinemas. Confira a programação em Vitória clicando aqui.

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Amores perdidos

Posted by Darshany L. em 12/01/2010

Não, eu não errei o título novamente, como vai sugerir minha querida prima, cuja companhia no cinema foi fundamental. O filme é Abraços Partidos, última obra-prima do cineasta Pedro Almodóvar, mas o título do longa poderia ser Amores Perdidos sem o menor problema. Porque é essa a sensação que o filme passa o tempo inteiro: uma história de perdas.

Cena de Abraços Partidos

Além das perdas que já nos são apresentadas na primeira metade do filme, Abraços Partidos nos dá vários sinais de que algo pior está por vir. Chega a ser óbvio, em certo momento. Mas talvez seja essa mesma a intenção de Almodóvar, que incluiu no longa diversas referências a outras obras cinematográficas, diretores e a si mesmo – porque não?

Um diretor de cinema e roteirista que é cego (personagem de Lluís Homar) guarda em sua memória as lembranças de um romance que viveu com Lena (Penélope Cruz), 14 anos atrás. A história desse passado é revelada ao longo do filme. Paixões intensas, obsessão, tragédia e até mesmo comédia, montam o cenário de Abraços Partidos, que leva o espectador da risada ao choque de uma cena à outra. Isso sem contar a estética impecável do filme.

Trailer:

Em Vitória, Abraços Partidos está em cartaz no Cine Jardins, com sessões às 19h e às 21:20h. Saiba mais aqui.

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O que salvou O Exterminador do Futuro 4?

Posted by Darshany L. em 09/06/2009

O novo exterminador.

O novo exterminador.

Se sua resposta foi Christian Bale, está errado. A verdadeira salvação do filme O Exterminador do Futuro 4: a salvação, sem dúvidas, foi o ator Sam Worthington – o exterminador gostosíssimo Marcus Wright.

Não tenho moral alguma para criticar a história do filme, fui ao cinema sem lembrar quase nada dos outros três. Achei um bom filme de ação, mas Christian Bale como John Connor estava meio apagado – sem contar que toda hora eu lembrava do Batman. Eu também estava com um pé atrás pela falta de Arnold Schwarzenegger e seu hasta la vista baby, e a falta de uma trilha sonora de peso fez o longa deixar a desejar (me empolguei muito quando começou a tocar Guns N’ Roses, mas foi rápido demais).

Mas Sam Worthington fez a diferença. Fiquei torcendo pela felicidade dele o filme inteiro (quanta ingenuidade…), mesmo ele sendo uma máquina no fim das contas. Foi o verdadeiro herói (me desculpem os fãs de John Connor) e no fim, eu me perguntei: Arnold Schwarzenegger quem????

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J. J. Abrams, o mestre!

Posted by Darshany L. em 28/05/2009

J. J. Abrams recebendo um de muitos prêmios.

J. J. Abrams recebendo um de muitos prêmios.

Lost. Alias. Cloverfield. Star Trek. O que essas grandes produções têm em comum? A resposta é rápida e óbvia: J. J. Abrams. Considerado por muitos (e por mim) uma das mentes mais brilhantes do mundo televisivo e cinematográfico, Abrams é conhecido por tudo o que faz virar sucesso instantâneo.

A série norte-americana Lost, que estreou em setembro de 2004 e já está na 5ª temporada, é o maior exemplo disso. Criada por J. J. Abrams, seu episódio piloto, o mais caro já produzido na televisão americana, conseguiu transformar o seriado numa febre mundial. E o sucesso se mantém até hoje. Fringe, lançada nos Estados Unidos em setembro de 2008, promete o mesmo efeito. E, não por coincidência, foi criada e é dirigida por Abrams.

Os fenômenos não se restringem às séries para a televisão. No cinema, J. J. Abrams dirigiu Missão Impossível III e produziu Cloverfield, este último grande sucesso antes mesmo de estrear. Este ano, J. J. Abrams chega às telas de todo o mundo como diretor da nova versão de Star Trek que, como Cloverfield, estourou antes da estréia oficial. E, dizem os bons, J. J. conseguiu fazer com Star Trek o que nenhum outro filme conseguiu fazer: atingir o grande público e conquistar novos fãs. (Leia duas resenhas ótimas sobre Star Trek no site Judão, clicando aqui e acolá).

Como Abrams consegue ser tão genial é o que eu me pergunto muitas vezes, mesmo que no fundo eu já saiba. E lendo a respeito dele, eu tenho certeza: J. J. Abrams não tem medo de arriscar, seja em suas criações ou em histórias já conhecidas, como Star Trek. A série norte-americana Felicity, criada por ele, exemplifica bem como Abrams interfere nas histórias sem receio. Felicity tinha tudo para ser apenas mais um seriado romântico de adolescentes, como Dawnson’s Creek, também de sua época. Mas em diversos episódios das 4 temporadas, vê-se elementos como volta no tempo, sonhos bizarros, etc, que para quem conhece o trabalho de Abrams, percebe na hora que ali tem dedo do diretor.

Em tempo: Felicity é a minha série preferida de todos os tempos. Um dia faço um post só sobre ela.

Em tempo 2: mais sobre J. J. Abrams em breve!

Felicity, na 1ª temporada. Também criação de Abrams.

Felicity, na 1ª temporada. Também criação de Abrams.

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A vida, a ironia e tudo mais.

Posted by Darshany L. em 04/05/2009

Servindo de inspiração para o nome desse blog, O Restaurante no Fim do Universo é, sem dúvidas, um dos livros mais engraçados que já li – de chorar de rir mesmo. Escrito por Douglas Adams, o segundo livro da série  O Guia do Mochileiro das Galáxias narra a continuação das aventuras das personagens Arthur Dent, Ford Prefect, Trillian, Zaphod Beeblebrox e o robô depressivo Marvin.

A série, composta por 5 livros, é uma ficção científica com humor escrachado: repleta de tiradas sarcásticas e situações irônicas, beirando a bizarrice. “A saga do Guia do Mochileiro das Galáxias é definitivamente a melhor trilogia de cinco livros que o mundo já viu. Para quê ficar discutindo o que é verdade, o que é realidade e o que é arte? A única resposta que vale é a de Douglas Adams: 42”, diz Daniel Fernandes, fã da seqüência – e quem me emprestou os livros.

Quem assistiu à Homens de Preto e gostou, com certeza irá se deliciar com O Guia do Mochileiro das Galáxias e suas continuações: além de O Restaurante no Fim do Universo também há A Vida, o Universo e Tudo Mais, Até Logo e Obrigado pelos Peixes e Praticamente Inofensiva.

O Guia do Mochileiro das Galáxias começou como uma série para ser transmitida na Rádio 4 da BBC em Londres, em 1978. Depois de se transformar na seqüência de 5 livros, foi adaptada para o cinema em 2005, com o mesmo título. Não tenho certeza, mas é provável que seja a única obra a conseguir tal façanha,  passando por meios de comunicação que à primeira vista, nada têm em comum: programa de rádio > 5 livros > produção cinematográfica.

O filme conta a história apenas do primeiro livro, e ainda não há confirmação se haverá O Restaurante no Fim do Universo, apesar das especulações. Assistam ao trailler:

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