O Blog no Fim do Universo

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25 de maio: towel day!

Posted by Darshany L. em 26/05/2009

Adotando o clichê antes tarde do que nunca, ontem foi o Dia da Toalha, galëre. Para quem não entendeu (ou seja, não leu O Guia do Mochileiro das Galáxias), o Towel Day é uma homenagem a Douglas Adams, autor da saga, que faleceu em 2001 (tadinho). E, como este blog é inspirado no segundo livro (como você pode ler aqui), eu não podia deixar passar em branco.

No Guia, você encontra tudo o que um mochileiro intergaláctico precisa saber sobre a toalha:

A toalha é um dos objetos mais úteis para um mochileiro interestelar. Em parte devido a seu valor prático: você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla; pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos; você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon;

Pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas do rio Moth;

Pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em combate corpo a corpo; enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (um animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz);

Você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro;

E naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

Porém o mais importante é o imenso valor psicológico da toalha. Por algum motivo, quando um estrito (isto é, um não-mochileiro) descobre que um mochileiro tem uma toalha, ele automaticamente conclui que ele tem também escova de dentes, esponja, sabonete, lata de biscoitos, garrafinha de aguardente, bússola, mapa, barbante, repelente, capa de chuva, traje espacial, etc., etc.

Além disso, o estrito terá prazer em emprestar ao mochileiro qualquer um desses objetos, ou muitos outros, que o mochileiro por acaso tenha “acidentalmente perdido”. O que o estrito vai pensar é que, se um sujeito é capaz de rodar por toda a Galáxia, acampar, pedir carona, lutar contra terríveis obstáculos, dar a volta por cima e ainda assim saber onde está sua toalha, esse sujeito claramente merece respeito.

Em tempo: no dia 25 de maio também é celebrado o Dia do Orgulho Nerd. E, lendo o Sedentário e Hiperativo, descubro que é o mesmo dia no qual aconteceu a première do primeiro filme da série Star Wars, em 1977! Vivendo e aprendendo (um viva aos clichês, por favor).

Em tempo 2: assumo minha nerdice. A Letícia Simões, em post sobre o mesmo assunto, me impede de negar que sou nerd. Afinal, que jornalista não é?

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A vida, a ironia e tudo mais.

Posted by Darshany L. em 04/05/2009

Servindo de inspiração para o nome desse blog, O Restaurante no Fim do Universo é, sem dúvidas, um dos livros mais engraçados que já li – de chorar de rir mesmo. Escrito por Douglas Adams, o segundo livro da série  O Guia do Mochileiro das Galáxias narra a continuação das aventuras das personagens Arthur Dent, Ford Prefect, Trillian, Zaphod Beeblebrox e o robô depressivo Marvin.

A série, composta por 5 livros, é uma ficção científica com humor escrachado: repleta de tiradas sarcásticas e situações irônicas, beirando a bizarrice. “A saga do Guia do Mochileiro das Galáxias é definitivamente a melhor trilogia de cinco livros que o mundo já viu. Para quê ficar discutindo o que é verdade, o que é realidade e o que é arte? A única resposta que vale é a de Douglas Adams: 42”, diz Daniel Fernandes, fã da seqüência – e quem me emprestou os livros.

Quem assistiu à Homens de Preto e gostou, com certeza irá se deliciar com O Guia do Mochileiro das Galáxias e suas continuações: além de O Restaurante no Fim do Universo também há A Vida, o Universo e Tudo Mais, Até Logo e Obrigado pelos Peixes e Praticamente Inofensiva.

O Guia do Mochileiro das Galáxias começou como uma série para ser transmitida na Rádio 4 da BBC em Londres, em 1978. Depois de se transformar na seqüência de 5 livros, foi adaptada para o cinema em 2005, com o mesmo título. Não tenho certeza, mas é provável que seja a única obra a conseguir tal façanha,  passando por meios de comunicação que à primeira vista, nada têm em comum: programa de rádio > 5 livros > produção cinematográfica.

O filme conta a história apenas do primeiro livro, e ainda não há confirmação se haverá O Restaurante no Fim do Universo, apesar das especulações. Assistam ao trailler:

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