O Blog no Fim do Universo

  • Planeta de 140 caracteres

    Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

  • Mais Acessados

    • Nenhum
  • Já pegaram a nave

    • 30,251
  • posto de posts

Posts Tagged ‘imprensa’

Será o fim da assessoria de imprensa?

Posted by Darshany L. em 21/05/2010

Originalmente postado em Ecos Jr.

Calma, antes que joguem uma pedra em mim, vou esclarecer que é um post para levantar discussões, e não para dizer “é isso e acabou”. Dito isso, vamos lá.

Todos que estudam e trabalham dentro da Comunicação, estão acostumados com o modelo “quadrado” da assessoria de imprensa. Não disse que é ruim e ineficaz. Pelo contrário. É tão eficiente, que uma das poucas áreas em que o jornalista pode ter um salário melhor é a assessoria de imprensa. Digo modelo quadrado, pois é aquele velho método baseado na produção de press releases. Não vou aprofundar no assunto “como fazer assessoria”. Para quem não entende, vamos dizer que o press release é o produto final, basicamente um texto em que o assessor divulga o seu cliente.

Na própria Ecos Jr. esse modelo é usado (ou era, pelo menos na minha época). É o jeito que aprendemos na Universidade, e é o que fazemos nos nossos estágios. Porém, estamos na era 2.0. Estamos vivendo uma revolução nos modos de comunicação, se ainda não repararam. A chegada do Twitter só acelerou esse processo. As informações chegam à qualquer lugar do mundo em questão de segundos. As notícias chegam antes ao microblog do que aos grandes veículos de comunicação – e olha que estou falando de suas versões online. Quantas vezes você soube de alguma tragédia ou algo do tipo, e só horas depois o twitter e o site do grande veículo publicaram? Foram tantas vezes que nem consigo contar.

A imprensa tem utilizado muito o Twitter como fonte. Qualquer pessoa pode divulgar o seu trabalho para seus seguidores, e com certeza haverá um veículo da grande imprensa ali, buscando pautas e fontes. Há quem ache que, por conta disso, a assessoria de imprensa chegará ao fim. É o que dá a entender o artigo da jornalista Fernanda Domingues, mas acho que ela foi mal interpretada.

Penso que ela quis dizer, partindo da minha visão, é que é preciso que a assessoria acompanhe essa revolução 2.0. Os profissionais da área precisam se especializar e usar as novas ferramentas. A assessoria de imprensa provavelmente não vai sumir. Não se houver uma integração dos métodos: o velho e o novo.

O press release não é mais tão necessário, mas não é preciso extingui-lo. As novas mídias estão aí para potencializar, e não para eliminar.

Posted in comunicação | Etiquetado: , , , , , , , , , , , | 3 Comments »

A era da instabilidade.

Posted by Darshany L. em 08/05/2009

Quem acompanha o blog (alguém acompanha esse blog???), já deve saber que segunda-feira, dia 11, eu tenho prova de Comunicação Organizacional e, por isso, os textos sobre manipulação e Foucault (muito mal feitos, por sinal).

O professor nos passou uma reportagem com o psicanalista francês Charles Melman, publicada na ISTOÉ em 2004. Em duas páginas de entrevista, ele sintetizou muito bem a sociedade de controle em que vivemos, que é diferente da sociedade disciplinar discutida por Michel Foucault.

Na matéria, as perguntas são direcionadas a partir do que Melman considera uma nova economia psíquica, na qual “o excesso se tornou a norma”. Destaquei três partes da entrevista que simplificam o assunto para passar para vocês, achei interessante:

ISTOÉ: Como o sr. descreveria o indivíduo nessa economia psíquica?

Charles Melman: A imprensa e a mídia substituíram as fontes de sabedoria de outrora. Daí resulta um indivíduo manipulável e manipulado. Suas escolhas, opções e comportamento de consumidor é que organizam seu mundo. (…)

ISTOÉ: Quais as influências da publicidade sobre esse novo indivíduo?

CM: Os publicitários são muito inteligentes. Precisam transformar o objeto de necessidade em objeto de desejo. Sabem que podemos nos desinteressar rapidamente, mas o desejo é permanente. (…)

ISTOÉ: O sr. diz que a mídia também tem um papel importante nesse contexto.

CM: Considerável. Como não temos mais grandes textos de referência, a mídia se tornou nosso meio para pensar. Ainda assim, a parte informativa dos jornais diminuiu muito em relação às simples notícias da atualidade. Só interessa ao leitor o que o toca, diretamente ou por ligação afetiva.”

Entrevista completa na ISTOÉ nº 1824, de 22/09/2004, páginas 07 a 11.

Leia na íntegra clicando aqui.

Posted in comunicação | Etiquetado: , , , , , , , , , , | 2 Comments »