O Blog no Fim do Universo

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Dexter em desenho animado.

Posted by Darshany L. em 02/08/2009

Para os fãs de seriados (ou seja, eu), uma novidade (um pouco velha, confesso): a série Dexter, aquela do serial killer bonzinho, vai virar desenho animado. Mais uma vez, descobri isso pelo twitter, e acabei indo parar no site Poltrona, que conta direitinho sobre a versão animada da série. Os episódios serão disponibilizados com exclusividade na internet, nesse semestre. Seria uma estratégia de marketing para a 4ª temporada de Dexter, que estreia em setembro?

Em tempo: não sou de roer unhas, mas eu não aguento de ansiedade pra chegar logo setembro e assistir a nova temporada. Uma das minhas séries preferidas. No meu outro blog, escrevi uma resenha inocente quando comecei a assistir à primeira temporada. Não vale rir.

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Amanda Palmer who?

Posted by Darshany L. em 22/06/2009

Eu sei que o nome lembra a falecida Laura Palmer da também falecida série americana Twin Peaks, mas Amanda Palmer nada tem a ver com a Palmer televisiva – execeto pela quantidade de fãs que a aclamam.

Amanda Palmer e seu figurino excêntrico.

Amanda Palmer e seu figurino excêntrico.

Amanda Palmer é vocalista e pianista da banda americana Dresden Dolls (que mistura punk e cabaré), mas se jogou na carreira solo em 2008, com o cd Who Killed Amanda Palmer? (seria uma referência à serie Twin Peaks?). Desde então, a cantora de jeito esquisitão vem conquistando cada vez mais espaço entre os jovens, e pelo menos metade desse sucesso tem nome: Twitter.

Palmer, que em maio esteve na Califórnia em um dos festivais de música mais importantes dos Estados Unidos, o Coachella, decidiu fazer de seu Twitter sua maior forma de divulgação de shows. Por conta disso, sua popularidade deu uma guinada, e seus shows lotam cada vez mais, mesmo em lugares pequenos.

No Coachella, por exemplo, Amanda Palmer respondia minutos antes de subir ao palco a pedidos de música. Tudo via Twitter. Por isso, e por fazer piadas sobre internet no meio do show, foi considerada a artista mais geek do festival (ou nerd, como queiram) – além de ter uma música chamada Guitar Hero. Virei fã.

Amanda Palmer cantando Creep, do Radiohead, no festival Coachella:

A cantora interpretando o mesmo sucesso do Radiohead, porém em Boston, muito doida:

Clipe de “Guitar Hero”:

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BNFDU entrevista: Daniel Fernandes e o mash-up literário.

Posted by Darshany L. em 12/06/2009

Daniel Fernandes, 19 anos, é estudante de Jornalismo na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Nerd confesso, apaixonado por cultura, música e literatura, ele escreve em seu blog Caixa de Vinis mash-ups literários. Da sua janela de MSN, Daniel contou um pouco mais sobre o seu blog e o que o motivou a criá-lo.

Daniel e seu acervo literário: ele também é fã de Douglas Adams.

Daniel e seu acervo literário: ele também é fã de Douglas Adams.

Blog No Fim Do Universo: de onde veio a idéia para criar o Caixa de Vinis?

Daniel Fernandes: É engraçado. Eu estava fazendo um blog atrás do outro, mas nenhum parava. Aí você me deu uma dura e mandou eu deixar pelo menos um blog parado, existindo no meio da blogosfera. (risos)

(Pergunto porque Daniel riu, ele responde): É eu ri, mas não põe isso, é que é engraçada a história.

(E continua): Aí, eu pensei em um nome, em um layout. Inicialmente, seria meio que uma caixa de remédios, com o que seria, tipo assim, um bálsamo para os ouvidos, olhos, etc. Só que eu pensei que era meio pretensioso e que não estava bem na hora de ser pretensioso. Aí eu me lembrei que o Curtiss (Alexandre Curtiss, professor de várias disciplinas no curso de Comunicação Social da Ufes) tinha pedido um trabalho final de dez páginas e eu só tinha escrito quatro ou cinco. Então juntei dois trabalhos – um sobre Van Gogh e outro sobre a escola Bahaus. Ficou até decente e deu pra garantir uma nota boa. Foi na mesma época que eu criei o blog. Daí a idéia de misturar duas coisas. Se deu certo com o Curtiss, porque não ia dar certo fora de História da Arte? (Daniel diz que posso rir, eu rio e continuo a entrevista).

BNFDU: você já tinha visto algum mash-up literário antes?

Daniel: Assim, prontinho, não. Eu tinha, no máximo, descoberto que jornalismo e literatura, se não são a mesma coisa, são coisas muito próximas. Acho que o Plata Quemada, do Ricardo Piglia, é meio o que eu gosto – não dá pra saber até onde vão os fatos, até onde vai a ficção.

BNFDU: Entendi. Mas você considera o que você faz jornalismo literário? Ou apenas literatura disfarçada em resenha?

Daniel: Acho que agora, um pouco com mais coragem, dá pra sair do mash-up básico que estou fazendo para algo mais, mais, mais, mais desafiador, para ser brega. Eu acho que as duas primeiras fases do blog são bem jornalistas, bem factuais. Mas, agora, com os textos que ando pensando e escrevendo, a situação vai se inverter. Acho que o jornalista vai ser o leitor também. Porque vão surgir ficções no meio de fatos, fatos com fatos e ficções com ficções. Acho que já não cabe mais, pra mim, ser o mediador. Acho que me limita. Vou passar a desconfiança pros meus comentaristas. (Risos) Ver se eles descobrem ou não o que é real e o que é fake.

BNFDU: Espertinho. Me diga então, Daniel, você está apenas no 3º período de Jornalismo. Acha que essa sua experiência com mash-up literário pode influenciar na sua vida depois de formado?

Daniel: Sinceramente, essa eu não sei. Como anda o jornalismo brasileiro, talvez ajude se eu me der muito bem e for parar numa publicação mais avant-guard.

BNFDU: Mas é algo que você queira fazer profissionalmente?

Daniel: Eu acho que sim. É algo que eu quero fazer depois de formado, não só pelo prazer de escrever, de mexer com cultura, mas para colocar um pouco mais de sal em um jornalismo cultural que eu, hoje, como consumidor, me acho subestimado. Tem jornalista que acha que o leitor é um ignorante e não sabe completar as lacunas de suas reportagens. Eu não quero ser assim.

BNFDU: Então você considera o jornalismo cultural brasileiro fraco?

Daniel: Se não for fraco é, no mínimo, preguiçoso e covarde. Eu gosto muito de reportagens da Bravo! que, por exemplo, trazem a linguagem dos quadrinhos ou da própria literatura para dentro de si. Mas infelizmente, isso é algo que é culpa não só do jornalista, mas do leitor também. Esse semestre, escrevendo o No Entanto (Jornal Experimental do curso de Comunicação Social da Ufes), a minha coluna com a Flora (Viguini) e o Tiago (Moreno) (estudantes de Jornalismo da sala de Daniel) sofreu um pouco. Amigos de outros cursos preferiram a parte mais factual do que a parte que a gente brinca com o humor negro, com a ficção e com o sarcasmo. Eu acho que se o jornalista é preguiçoso ou ainda covarde, o leitor, muitas vezes, é acomodado. E essa acomodação é, na minha opinião, o cerne do problema.

BNFDU: Seria o caso então de considerar o jornalismo cultural da internet melhor do que o impresso?

Daniel: O jornalismo impresso quer ser o que foi há 200 anos. Tem posts no Twitter que são melhores que reportagens completas de grandes jornais por aí. A internet dá uma polifonia incrível. Eu vejo não só a opinião do jornalista, mas a de fãs nos comentários. Posso baixar (ainda – vamos esperar o AI-5 digital) o CD da banda num blog, ler a resenha no outro. E isso me sai muito mais acessível, barato e prazeroso que no impresso. Acho que a principal diferença que faz dos meios online mais “dignos” é o fim desse monopólio do discurso cultural.

Daniel Fernandes, além de tudo, também é fã da série de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias, que inspirou esse blog.

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